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9 “Verdades” da Tendinopatia que você deve saber!

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Você tem Tendinopatia e não consegue um bom resultado no tratamento?

Ela começa discreta, mas logo mostra que não está para brincadeira. Quem já teve algum episódio de tendinite sabe bem do que iremos tratar nesse texto. A tendinite é a inflamação do tendão, uma estrutura fibrosa, parecida com uma corda, que une o músculo ao osso.

Entre as possíveis causas estão:

– Postura inadequada: muito tempo sentado, ombros arqueados e outras posturas diminuem o espaço destinado aos tendões

– Movimentos repetitivos: uso excessivo de computadores, tablets, celulares ou ainda atividades relacionadas ao trabalho;

– Estresse: contrai os músculos e causa fadiga dos tendões

– Atividades esportivas: realizadas em excesso, sem orientação e preparação adequadas (overtrainning)

Além de manter uma rotina saudável, com prática de exercícios regulares, boa postura e descanso adequado,  é preciso fortalecer os músculos e respeitar o aviso da dor. Os sintomas mais comuns envolvem dores no local, que pode irradiar para a musculatura ao redor dando aquela sensação de peso; dores que pioram com o movimento e que podem causar atrofia muscular; além de inchaço local e presença de calor ou vermelhidão.

Confira abaixo 9 verdades da tendinopatia que você deve saber:

1- A Tendinopatia não melhora com repouso – A dor pode diminuir mas o retorno à atividade muitas vezes é dolorosa, novamente pq o repouso não melhora em nada a tolerância do tendão à carga;

2- Antiinflamatórios – Embora existam algumas células e bioquímicos inflamatórios envolvidos na tendinopatia, isso não é considerado como sendo uma resposta inflamatória clássica. Antiinflamatórios podem ajudar se você tem níveis muito elevados de dor, mas não é claro o efeito que têm sobre as células e patologia;

3 – Tendinopatia pode ser causada por diversos fatores de risco. O principal fator é uma mudança brusca em determinadas atividades, essas atividades incluem: aquelas que exigem que o tendão “armazene” energia (caminhar, correr, saltar), e as cargas que comprimem o tendão. Algumas pessoas estão predispostas devido à biomecânica (resistência ou pobre capacidade muscular) ou sistêmicos (idade, menopausa, colesterol elevado, aumento da suscetibilidade à dor). Pessoas predispostas podem desenvolver dor no tendão com as mudanças, mesmo sutis na sua atividade;

4 – Exercício – O exercício é o tratamento com maior embasamento científico para tendinopatia, tendões precisam ser expostos à carga progressivamente para que possam desenvolver uma maior tolerância às cargas que um indivíduo necessita para suportar suas atividades diárias. Na grande maioria dos casos (mas não todos) a tendinopatia não vai melhorar sem esse estímulo vital de carga;

5 – A modificação da carga é importante na diminuição da dor tendínea. Isso muitas vezes envolve a redução (pelo menos a curto prazo) de carga abusiva no tendão, que tem relação com o  armazenamento de energia e de compressão;

6 – A patologia no exame de imagem muitas vezes não é compatível com a dor, a patologia é comum em pessoas sem dor. Além disso, se foi dito que você tem uma patologia grave, isso não significa necessariamente que você não vai ficar melhor ou terá um resultado não muito satisfatório. Sabemos também que, mesmo com um tratamento bem intencionado (exercício específicos) a tendinopatia não é fácil de se resolver na maioria dos casos. Portanto, a maioria dos tratamentos são direcionados para a melhoria da dor e função, em vez de cicatrização do tecido, embora muitos estudos ainda tentam analisar isso;

7- A Tendinopatia raramente melhora a longo prazo somente com tratamentos passivos, por exemplo, massagem, ultra-som terapêutico, injeções, terapia por ondas de choque etc. O exercício é muitas vezes o ingrediente principal juntamente com os tratamentos passivos. Injeções repetidas devem ser evitadas, já que esta associada à piores resultados;

8 – O exercício deve ser individualizado. Este baseia-se na apresentação da dor e função do indivíduo. Deve haver aumento progressivo da carga para permitir a restauração objetiva da função, respeitando a dor;

9 – Paciência – A Tendinopatia também responde lentamente com o exercício, você precisa ter paciência, garantir que o exercício esteja sendo feito corretamente e progredir de forma adequada, tente resistir à tentação comum em aceitar “atalhos” como injeções e cirurgias.

Note que estes são princípios gerais de tratamento conservador, existem casos em que injeções e cirurgias são muito apropriadas no tratamento da tendinopatia.

Se você se identificou com algum dos sintomas, pare e procure orientação dos profissionais da Kinex. Sua qualidade de vida pode ficar ainda melhor!

 

Fonte:http://trustmephysiotherapy.com/?p=213

Tradução e adaptação: Ronaldo Oliveira

Links para baixar os artigos sobre esse post:
Tendinopatia – Artigo 1

Tendinopatia – Artigo 2

Tendinopatia – Artigo 3

Tendinopatia – Artigo 4

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